Robinson Crusoé
Confesso que sempre associei a depilação ao universo feminino. Os actores de filmes pornográficos seriam a excepção que confirma a regra. Estes bisontes viveriam à base de uma espécie de Lei das Compensações que consistiria em compensar uma actividade abichanada com uma outra bastante máscula. Ora, nada mais másculo do que ajudar uma menina (avantajada) nos seus problemas de automóvel e conquista-la com um discurso…profundo.Hoje em dia muitos homens se depilam, influenciados quiçá pela carequinha de Paco Bandeira. O mundo depilatório das mulheres está carregado de instrumentos que remetem para os “interrogatórios” da PIDE, já o mundo depilatório para alguns homens consiste numa gillette.
A ideia de um escroto lisinho enche nos de espírito natalício, mas isto de ter bolas de Natal no lugar de tintins pode ser desagradável. Do alto da minha ignorância no que a pêlos diz respeito, tenho uma noção apenas: quando cortados os pêlos engrossam. Falemos de um possível naufrágio, em que se o naufrago deu à costa de uma ilha deserta. Neste cenário e sem gillettes à mão: que seria da pentelheira do individuo que rapa em vez de depilar? Os pêlos púbicos cresceriam sob a forma e tamanho de manjerico? Qual o nome desta forma geométrica? Forma manjericona? Manjericonaça?! Que seria dos guizos? Crescer-lhes-ia barba? Assumiriam a forma de ouriços-do-mar? Isto não seria doloroso?! E o sexo nestas condições? Ordinarice ou sadismo?
Chiquito Hernandez

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