Nem às paredes confesso
Existe uma guerra bem real aqui mesmo no nosso País, talvez o último grande conflito entre Famílias da Máfia desde o conflito que envolveu o Rancho Folclórico da Boidobra e o Grupo Folclórico das Lavradeiras da Mealhada.Temos de um lado a Família Dos Fadistas de Coimbra (com um ar aristocrático e vestindo de negro) do outro lado a Família Dos Fadistas de Lisboa (com um ar boémio e gingão).
Até há poucos anos, o Fado de Lisboa e o Fado de Coimbra viviam em clima de paz, a morte dos líderes Amália e Carlos Paredes, e a introdução de Mariza na alta-roda do crime fadista organizado tem deixado os apoiantes de Zeca Afonso preocupados, a verdade é que a Família De Lisboa tem ganho força, notoriedade e dinheiro, muito dinheiro.
Grupos de fadistas atacam em vários pontos do país, é a calamidade. O grande público permanece na obscuridade dos factos, inexplicavelmente a informação não sai para os meios de comunicação, quer dizer... é sobejamente conhecida a boa relação entre o Padrinho Don Carlos do Carmo(eone) e o Mayor de Lisboa António Costa, ele próprio um "apreciador" de Fado, com grandes contactos em jornais, rádios e televisão.
Qual Bonnie & Clyde, os gangsters Mariza & Camané tem usurpado o negócio do Fado em locais onde outrora a Família De Coimbra dominava, daí que os "Estudantes" tenham ripostado com o seu grande trunfo: Os verdes anos de Carlos Paredes.
Vivem-se tempos conturbados: relatos de torturas com guitarras desafinadas, envenenamento de iscas em tabernas de fado e vinis de Fernando Farinha e Amália queimados pelas ruas de Lisboa.
Na Casa da Mariquinhas, sede da Família Lisboeta e herança do orgulhoso Al Marceneiro (o Capone do Chiado) fala-se em retaliação, até porque não perdoam o facto de lhe terem sido retiradas “as tais janelas que tinham tabuinhas”
A Família Lisboeta tem levado vantagem, os seus familiares, Fadistas de Alcântara e Fadistas da Mouraria tem mantido lealdade para com o Padrinho de Lisboa, mas a Família dos Fadistas de Coimbra pode conseguir apoiantes inesperados: As Famílias Menores do Fado Corrido, das Marchas e do Fado Experimental podem-se juntar à Família de Coimbra para terminar com o reinado do Fado de Lisboa.
“It's not personal, Sonny. It's strictly business."
.P
PS - Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

6 Comentários:
Gostaria de saber a que se referem quando citam no vosso texto "uma guerra entre o Rancho Folclórico da Boidobra e ...". Cientes de que eventualmente seja um equívoco gostaríamos que nos esclarecessem sobre esta afirmação.
Aguardamos resposta para o nosso email (ranchofolcloricoboidobra@gmail.com) ou aqui no próprio blog.
Claro que respondemos. Não foi de facto um equívoco, essa frase não é obviamente uma citação, trata-se de uma adulteração da realidade, aliás este post "Nem às paredes confesso" é todo ele uma obra de ficção, de minha exclusiva responsabilidade. Evidentemente que, com esta historieta ficcional, não pretendemos lesar ninguém.
Um bem-haja.
Chiquito Hernandez
Ora sendo uma "historieta ficcional", não é de bom senso que os nomes sejam reais ou que existam, principalmente quando se tratam de instituições conhecidas a nível nacional no meio da etnografia e folclore. Sendo a internet um meio tão abrangente e de grande propagação de informação há que ter algum cuidado naquilo que simplesmente nos apetece escrever.
Além da explicação uma correcção e um pedido de desculpas não vos ficava nada mal, porque a vossa ficção tem afinal nomes reais.
Este comentário foi removido pelo autor.
Caríssimo Paulo Jerónimo, colocando-me na sua posição, de facto, percebo que o pedido de desculpas seria de esperar, daí que, peço que me perdoe se o melindrei ou até mesmo se o ofendi. Quanto à rectificação, se visionar o post em questão reparara que sofreu uma alteração, pode ler-se agora: " qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência", penso que, já que o considero uma pessoa inteligente, concordará agora que o bom-nome do Rancho Folclórico da Boidobra não foi posto em causa, e que me absolverá de qualquer acto de má fé.
Bom, não sou o génio da lâmpada, mas julgo que lhe concedi 3 desejos (a explicação, o pedido de desculpa e a rectificação), agora é a sua vez de me pedir desculpa, parece-me não só lógico mas também honrado da sua parte. Peço que se coloque na minha posição, da mesma forma que eu me coloquei na sua: O Homem é infinitamente livre porque pode pensar o que quiser, e a Internet é a concretização dessa liberdade. Partindo deste meu pressuposto, é a sua vez de se redimir pelo teor opressivo com que invadiu este blog. O "toureiros & forcados" orgulha-se de ser um bastião do pensamento libertário, e o Paulo, com as suas considerações ameaçadoras, conspurcou os ideais de liberdade criativa deste espaço. Lendo as suas queixas, rapidamente me apercebo que, ainda que se refira a minha pessoa com educação, o senhor tentou com um discurso intimidativo a censura do intelecto, prejudicando tanto obra como autor.
Deixo-o com esta citação de Georg Hegel "A arte não pode estar subordinada a nenhuma regra" e espero o tal pedido de desculpa.
Com os melhores cumprimentos, Chiquito Hernandez.
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