Toureiros Forcados e Companhia LDA.
MONUMENTAL CORRIDA DE TOIROS DA GANADARIA: Blog, Martins e Filhos
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
God Save the Queen
A cena Punk tem a sua piada e nomes como Sex Pistols, Dead Kennedys e The Ramones vão ficar na História, ainda que não ligue muito ao punk-rock (metalcore, emocore, grindcore e todas as variantes) acho piada a Atari Teenage Riot, Bad Religion e aos mais velhinhos Iggy Pop and the Stooges mas agora descobri um novo humm…core? O Christcore, que é o hardcore cristão. Admito que desconhecia, aliás quando reparei no nome fiquei com pena da ideia não ser minha.Considerei isto genial porque pensei que ia contra os cânones da cena anarcopunk, mas não vai! Devido ao Anarquismo cristão ou Cristianismo libertário (os famosos Amish dos EUA fazem parte deste movimento) de pensadores como Liev Tolstói, autor de "Guerra e Paz", cujas cartas influenciaram Gandhi, é possível juntar a imagem de Cristo a malta toda esburacada de piercings, a fumar umas cenas giras e a moshar que nem uns doidos. Ainda que pareça um pouco contraditória a ideia de uma banda punk que alie a mensagem anti-autoritarismo com as figuras autoritárias do Cristianismo, é verdade que estes ideais são compatíveis e fundem-se no harcore cristão ou Christcore.
Este tipo de hardcore consiste em músicas curtas, dançantes e agressivas com refrões poderosos: Hossana nas alturas! O menino está dormindo nas palhinhas deitadinho! Glória in excelsis Deo!
O que me intriga é: se Cristo afirma «Se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda» (Mt. 5, 39), como se mosha num concerto de Christcore?
...
sábado, 12 de janeiro de 2008
Optimismo Lógico
Quando um país está em crise a cultura é o que sofre mais. Se Portugal entrar em crise a cultura irar-se-á ressentir. Portugal está em crise. O tabaco e a cerveja aumentam. Se o tabaco aumenta em tempo de crise é porque o tabaco é cultura.A arte faz parte da cultura. O tabaco é cultura, logo o tabaco é arte.
Sou fumador, logo sou artista.
...
Ah! Como é bom ser-se artista, “Ser poeta é ser mais alto”? Eu sou “Fumador logo Artista” maior do que os homens, mordo como quem beija! Etc, etc, etc…!
Já tinha uma leve suspeita da minha aptidão artística, mas com este argumento tenho a confirmação: sou um artista.
É óbvio que isto de ser toureiro exige o seu lado artístico, a garraiada com gado bravo exige estofo, mas pensando um bocadinho, Portugal é um país de poetas e fadistas. Partindo do princípio que um fumador é um artista, então um fumador português será assim uma espécie supra-artista? Pensado melhor, exemplos como Alfredo Marceneiro, Natália Correia e Ary dos Santos todos fumadores invertebrados mas acima de tudo artistas, legitimam este meu raciocino.
Os malefícios são postos de parte. Citando o libertino Luíz Pacheco na sua “Carta a Fátima”:
“não há mais filosofia do que esta: deixar andar, tanto faz, hoje ou amanhã morremos todos, daqui a cem anos que importância tem isto, quem se lembrará de nós? quem se lembrará de mim?»
…
Chiquito Hernandez
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Vento que navega na pele
O mundo é muito complexo, por exemplo:Se “saber é poder” porque é que querer saber mais sobre a vida das outras pessoas é coscuvilhice?
Se “gostos não se discutem” uma discussão assenta em quê?
Se “os fins justificam os meios” para quê que servem os inícios?
Se “o olhar do dono engorda o gado” as vacas de um dono ceguinho morrem à fome?
Enfim, tudo isto é muito confuso mas o que mais me intriga é o exagero de tempo perdido com tentativas de resolução de problemas como poluição, guerra e desigualdade social.
O Homem não tem harmonia individual suficiente para dar uma solução viável a estes problemas. Pensemos no nosso próprio corpo: mas alguém quer uma verruga? Uma borbulha? Um ponto negro? Se não aceitamos o invólucro que aloja o nosso pensamento, refiro-me ao corpo humano, como queremos sarar as feridas do planeta? Como queremos harmonia global?
Os nossos corpos sofrem uma espécie de “especulação imobiliária”, vejamos:
Um cravo é mau mas umas sardas já são aceitáveis porque dão um ar exótico à coisa. Mesmo entre partes que aceitamos, existe uma hierarquização maléfica e perturbante, por exemplo: os sinais são nos indiferentes mas um sinal ligeiramente acima dos lábios à la Cindy Crawford já é sensual. É óbvio que isto cria um mal-estar nos nossos pequenos habitantes e isso reflecte-se no comportamento social.
…
Eu amo os meus pequenos habitantes e você, de quanto tempo mais precisa?
…
Chiquito Hernandez
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Music For The Masses
Além de que temos amigos que estiveram no Rio de Janeiro e que adoraram até porque compraram enumeras t-shirts todas iguais de lá. Um bocado como o Batman que tem vários fatos iguais...
Aqui fica o Otto...
Cumprimentos André Gonzalés
Narciso Solitário
Eu tenho um particular interesse em espelhos, até porque gosto de me ver reflectido lá. Por ventura, gosto mais do efeito "espelho partido" que é aquele em que aparecem enumeres pequenos Chiquitos Hernandez, nada a ver com a superstição de que partir um espelho dá azar, que toda a gente sabe ser estúpida, aliás tenho o exemplo dos meus pais que prova que é invenção: O meu pai ainda em gaiato partiu um espelho a barbear-se e mesmo assim teve a sorte de, uns mesitos depois eu nascer, ainda que ele com os amigos fale lá da história de ir procurar uma parteira a Badajoz, nada de azar apareceu na vida dele, né? Anyway, o outro dia dei por mim a beijar o espelho da minha casa de banho, ora eu sou perfeitamente heterossexual, mas não resisti…se eu gostar de mim mesmo serei rabicha? De facto sendo homem e gostando de um homem (que sou eu) é possível que seja. Vamos racionalizar a questão: se formos a ver eu não beijei a minha pessoa, beijei um objecto que tinha o meu reflexo, humm…serei espelhósexual? Existe reflexualidade? É possível apanhar doenças de um espelho? Se sim, devo usar preservativo com ele? Como sei se o espelho me ama ou se para ele é só sexo sem compromissos?
...
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Philos Sophia
Os posts de Chiquito Hernadez também tem um teor intelectual, humm…pseudo-intelectual vá! Aliás tão pseudo-intelectual que a sua intelectualidade o impede de fazer uma reflexão sobre o pseudo-intelectualismo. É tão imensamente intelectual que se refere a si mesmo na 3ª pessoa, algo que aprendeu com um outro grande intelectual, Mário Jardel. E claro que no seu pseudismo também entram palavras giras como “quimera”, “zelote”e “crepúsculo”.Bom, para provar a minha pseudo-intelectualidade adianto que a teoria das Ideias do Platão, as criticas do Kant, o criticismo bíblico do Espinosa entre outros, são assuntos que ponho de parte para me referir ao mundo actual. Prefiro dissertar sobre algo, esse “algo” é muito específico, uma vez que não tenho um objecto teórico a estudar, tenho sim uma data de palavras giras que quero adicionar, não pesquisando nada, porque isso dá muito trabalho, fazendo a banalidade de um dado adquirido se parecer com algo absolutamente genial. Aliás, julgo-me tão pseudo-genial que se o “nosso” grande Agostinho da Silva fosse vivo, provavelmente também escreveria neste blog, embora eu não fosse ler a sua obra, porque isso dá muito trabalho.
Anyway, se Aristóteles era também conhecido como “O Filosofo”, existe um pensador contemporâneo que julgo dever gozar do cognome “O Hiper-Filosofo”: Michael Jackson.
S. Agostinho, Descartes e Hegel à beira do Michael são uns meninos. Vejamos:
Não é preto nem branco, o que desperta a curiosidade para uma filosofia do conhecimento. Ao não ser preto nem branco se eu afirmo; "o homem é branco" estarei a errar? Estarei a por em causa toda uma realidade tomada como real? Mas existe realmente um mundo real exterior a mim?
Quando afirma: “Heal the world make it a better place, for you and for me and the entire human race” está a invocar a noção heideggeriana de ser-no-mundo, dasein, angustia e decisão e atenta contra Hannah Arendt na noção de Humanidade: mortalidade vs natalidade. A suas “preferências” sexuais vão ao encontro de Platão, o que é indicativo de uma base platónica na sua obra.
Reparei agora que é fácil fazer associação de ideias parvas, e passar isto como especulação…ou será filosofia de bolso?
Chiquito Hernandez
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Pipoca no Sofá
No princípio, Deus criou os céus e a terra, a RTP, a SIC e a TVI, mais recentemente um outro canal cujo nome desconheço. É verdade, o Governo aprovou uma resolução que prevê a abertura de um concurso público para um novo canal generalista em sinal aberto na televisão portuguesa, cuja decisão deverá ser tomada até ao fim do ano.Ou seja mais um canal! Hurra! Mais diversidade, agora não teremos apenas “Toca a ganhar” e “Quem quer ganha”, sim! Teremos um…humm… “Ganha se quiseres”? “O que eu gostava era de ganhar”? “Já se ganhava qualquer coisinha”? Pois não sei…mas aceitam-se apostas.
Este novo canal aparece para dar trabalho aos ilustres “desempregados” deste País: Herman José, José Figueiras, a dupla Egas e Becas (recentemente despedida por escândalo sexual), o padre Vítor Melícias entre outros. Luciana Abreu em entrevista falou em descontentamento: “Antes de mais quero mandar um enorme beijinho do tamanho do mundo a todos as crianças pobrezinhas” e “eu gastei muito dinheiro nos implantes tenho de trabalhar, né?”. Carlos Cruz é outra personalidade já confirmada, adiantou que estava “muito excitado por voltar à televisão” e que, aparentemente há já um nome provisório “O que gostamos nos animais?”, em entrevista explicou: “inicialmente era para ser “O que gostamos nas crianças?”e teria um formato parecido com o “Sabe mais do que um miúdo de dez anos?” mas a produção preferiu algo mais na linha do “Arca de Noé”, não percebi porquê…”
Para ser franco estou um bocadito chateado com isto, é que o "Arca de Noé" é insubstituível!
Chiquito Hernandez
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Heterónimos
Lei do Tabaco
Assim, relembramos as novas obrigações e esclarecemos algumas questões que têm suscitado dúvidas e alguma confusão, quer no público em geral, quer no nosso sector de actividade, bastante visado por esta nova lei.
Aproveitamos a oportunidade para advertir os nossos Associados para o facto de, se ainda subsistirem dúvidas, nomeadamente, quanto ao tipo de equipamento que tem instalado e se esse é, ou não, adequado para dar cumprimento à nova Lei do Tabaco, optem, pelo menos nesta primeira fase, por ser um estabelecimento sem fumo, para que não corram o risco de incorrerem numa contra-ordenação, com a consequente aplicação de coima.
Os estabelecimentos de Restauração ou de Bebidas que disponham de uma área, destinada ao público, inferior a 100 m2, gozam de um regime excepcional, admitindo-se que seja o próprio proprietário a optar por ser um estabelecimento onde se permite fumar, em toda a sua área.
Relembremos que, os estabelecimentos onde se permita fumar, poderão criar zonas separadas para esse efeito ou dispor de dispositivos de ventilação, ou qualquer outro, desde que autónomo, que evite que o fumo se espalhe às áreas contíguas e garantir a ventilação directa para o exterior através de sistema de extracção de ar que proteja dos efeitos do fumo os trabalhadores e os clientes não fumadores.
Nos estabelecimentos de Restauração ou de Bebidas com uma área, destinada ao público, igual ou superior a 100 m2, apenas se permite fumar em áreas criadas para esse fim (até 30% do total respectivo) ou espaço fisicamente separado (até 40% do total respectivo), não podendo abranger as áreas destinadas exclusivamente ao pessoal nem as áreas onde os trabalhadores tenham de trabalhar mais de 30% do seu tempo diário de trabalho. Também nestes estabelecimentos se deverá cumprir os requisitos atrás mencionados.
Quer a interdição, quer a permissão de fumar, deverá constar de um dístico, de modelo próprio, com fundo vermelho ou fundo azul, respectivamente.
Quanto à venda de tabaco através de máquinas automáticas, ela apenas é permitida desde que o equipamento, cumulativamente, preencha os seguintes requisitos: i) possua um dispositivo electrónico ou outro sistema bloqueador que impeça o seu acesso a menores de 18 anos; ii) esteja localizado no interior do estabelecimento, de forma a ser visualizado pelo responsável do estabelecimento, não podendo ser colocadas nas zonas de acesso, escadas ou zonas similares e nos corredores de centros comerciais e grandes superfícies comerciais.
Também não é permitida a venda de tabaco a menores de 18 anos, a comprovar, quando necessário, por qualquer documento identificativo com fotografia. Neste sentido deverá ser aposto um aviso, junto a cada local de venda. As coimas previstas para estas infracções são elevadíssimas, indo desde os € 2.000 aos € 3.750, para as pessoas singulares e entre os € 30.000 e os € 250.000 para as pessoas colectivas.
Não escamoteamos os comprovados malefícios do tabaco, mas também não nos esqueçamos que o acto de fumar não é, por si só, um acto ilícito, devendo-se, sim, assegurar a correcta aplicação da legislação que entrou em vigor no passado dia 01 de Janeiro de 2008.
Não nos iremos demitir da nossa responsabilidade de informar e esclarecer os nossos Associados, pelo que poderá contactar os nossos Serviços, através dos números de telefone directos da ARESP®, criados especialmente para esse efeito (21 310 54 00/01), Os dísticos para cumprimento da nova lei do tabaco, encontram-se, disponíveis, gratuitamente, na nossa Sede e Delegações.
in ARESP (Associação da Restauração e Similares de Portugal)
Era correcto que todos os fumadores que se sentem perseguidos como é o meu caso que informassem os estabelecimentos menos informados pois muitos guiam-se pelo "diz que disse".
Em função desta notícia, apercebo-me que esta lei então não é assim tão má, tendo em conta a primeira parte que pus em negrito. Afinal podemos fumar no nosso tasquinho ou café da cooperativa, desde que o dístico azul lá esteja fixado.
Na ausência de qualquer dístico, lembro que podem fumar à vontade, porque não há nada que vos informe do contrário e o proprietário do estabelecimento que chamar as autoridades competentes será assim multado por não ter a informação necessária.
"Smokers of the world unite and take over" pequena adaptação de The Smiths "Shoplifters of the world"
Um bem haja
André González




